Team Fortress 2 continua crescendo - e a Valve reinando
Um dos maiores fenômenos online na história dos games acaba de ganhar mais novidades. Team Fortress 2 oferece aos jogadores 12 chapéus diferentes para serem usados nos personagens, todos muito interessantes e engraçados como de costume.
Além disso, novos mapas de arena foram incluídos no update. E finalmene um novo modo: King of the Hill. Nesse modo existe apenas um Control Point. Os times correm para dominá-lo e assim que um consegue, um relógio começa a contar o tempo que eles permanecem por lá.
Quando outro time toma o ponto, o relógio do adversário para e o deles começa e assim a coisa segue até o fim do round. Basicamente é uma luta para ver quem, no final, conseguiu ficar mais tempo no Control Point. Parece bem divertido, não vejo a hora de testar.
Porém não trouxe esse assunto apenas como notícia e sim como exemplo de brilhantismo na criação, e no suporte, de um game e sua comunidade. A Valve parece entender perfeitamente o que os fãs querem e quais são as melhores forma de reter os consumidores.
O anúncio de Left4Dead 2 deixou alguns poucos furiosos, mas isso é coisa de quem ficou mal acostumado com as práticas da empresa. E podem ficar certos de que o jogo não é uma mera atualização com novas fases. Ele é gigante, amplo, cheio de novas ideias que com certeza valerão o preço cobrado.
Produtoras reclamam muito que seus jogos não vendem ou que os consumidores logo os esquecem e até revendem para comprar novos. Bem, isso é um fato mas que tal olhar os motivos para isso acontecer? Como tornar um game mais atraente?
De novo, a Valve mostra muitas maneiras para resolver alguns desses problemas. Não estou dizendo que os games PRECISAM ter modo online para serem mantidos. Team Fortress 2 é um sucesso principalmente porque é DIVERTIDO, é SIMPLES, é de FÁCIL ENTENDIMENTO. O online vem junto.
No Steam é comum encontrarmos jogos um pouco antigos com descontos, promoções com vários títulos por preço especial e até brindes para quem adquire um lançamento. Mais um exemplo de como tratar bem o consumidor e se ajoelhar perante suas vontades.
Porque assim a Valve consegue fazer com que jogos de dois, três anos de idades subitamente explodam em vendas - seja com o desconto, uma nova fase, um brinde e por aí vai.
Não acho que as demais produtoras devam copiar puramente essas ideias, até porque a Valve tem o benefício de possuir a plataforma Steam. Mas elas devem ‘quebrar’ em pedaços miúdos cada um dos motivos que parecem ajudar os títulos que a Valve vende.
Muitas vezes é possível encontrar uma maneira diferente de usar esses elementos, incrementar um aspecto e por aí vai. Muito melhor do que clones de Mario Bros. são os jogos que pegam a mecânica e colocam um pequeno detalhes que muda tudo e cria um título completamente diferente e renovado.
Talvez seja difícil as produtoras assumirem, internamente, que elas talvez estejam erradas, que mais alguém no mercado teve uma ideia melhor. Todas querem inovar e ser lembradas por quebrarem paradigmas.
Infelizmente isso nunca será possível e é muito mais vantajoso, para empresas e consumidores, que as boas ideias sejam mais exploradas por todos. Sem cópias esdrúxulas, é claro.
- Um comentário
- pellican | 13 de agosto de 2009 | 16:11 | Artigo | Mercado | Notícias []
GRIN perde o sorriso
O estúdio GRIN infelizmente anunciou o fechamento da empresa hoje, pedindo falência na Suécia, país onde fica sediada.
Os recentes lançamentos de Wanted: Weapons of Fate, Terminator: Salvation e Bionic Commando (versão nova) literalmente quebraram o fluxo de caixa da GRIN. Todos tiveram vendas bem abaixo do esperado - o que é um pouco incomum para games licenciados. Mesmo assim, os jogos não foram bem recebidos pela crítica.
Interessante nessa história é que a GRIN foi CONTRATADA para fazer esses títulos e ela afirma que atrasos nos pagamentos por parte das produtoras prejudicaram demais seu fluxo de caixa. Com projetos próprios também em andamento, eles não foram capazes de se manter sem o dinheiro supostamente prometido para mais cedo.
Muito duro esse mundo dos games, hein? Um estúdio que tem qualidade, responsável por Ghost Recon Advanced Warfighter 1 e 2, entra em contratos mais limitadores de criatividade e ainda se ferra porque o jogo não vende bem.
Pode muito bem ser um sinal de como as produtoras grandes não estão tão bem assim e estão dispostas a adiar pagamentos mesmo sendo geralmente elas as culpadas pela baixa qualidade de games licenciados, com restrições, imposições e prazos impossíveis.
UPDATE - Alguns ex-funcionários da GRIN estão abrindo um novo estúdio na Suécia, chamado Outbreak Studios. Desejo a melhor das sortes a eles - e mais responsabilidade em projetos futuros.
Fonte: Kotaku
Livro de arte de Street Fighter é de babar
A Capcom lançará em Outubro o livro SF20: The Art of Street Fighter. Ele terá mais de 1500 ilustrações que compreendem todo o universo nos 22 anos da franquia, desde o jogo original até Tatsunoko vs. Capcom.
Mas não são apenas imagens de personagens. Há também artes originais, cenários, conceitos não usados e comentários dos artistas a respeito de suas preferências e visões sobre a série.
Com preço sugerido de US$39,99 (e desconto para US$26,29 na Amazon), esse é um item que vale totalmente a pena adquirir. Na verdade, só a imagem de Mai e Chun-Li já valeria o custo - mas não vamos nos ater apenas a frivolidades mundanas, certo?
Atualizando situações de produtoras - a união faz a força
A Tecmo finalmente terminou as negociações com a produtora de games Koei. Ambas são japonesas e vinham discutindo os termos para uma fusão das companhias. Com performance abaixo do esperado nos últimos anos, a Tecmo vinha sendo disputada nos bastidores, inclusive pela poderosa Square-Enix.
Porém, a Koei foi a opção escolhida pela Tecmo e a nova empresa, chamada Tecmo Koei Holdings, será formada oficialmente em Abril. A Tecmo é conhecida pela série Ninja Gaiden e Dead or Alive. Já a Koei tem, entre outras séries, Dynasty Warriors.
O acordo demorou para sair já que alguns dos acionistas da Tecmo ainda não tinha aprovado a fusão. Porém, eles finalmente cederam e pelo menos receberam dividendos ao fim das trocas de ações, em um negócio que envolve cerca de US$200 milhões.
O interessante nessa notícia é ver como mesmo havendo diferenças explícitas na cultura de games entre EUA e Japão, no mundo dos negócios as coisas são mais parecidas. O mercado de jogos está sempre crescedo e é preciso muito capital para manter-se na ativa, produzindo e vendendo jogos.
A união de empresas do setor vem acontecendo em ritmo mais acelerado nos últimos anos e muitos acreditam que fusões ainda maiores podem ocorrer em breve. Com a crise mundial na economia ficando cada vez mais latente, esse talvez seja o melhor - e único - caminho para muitas empresas do setor.
MIDWAY - Só pra lembrar, a Midway continua tendo muitas dívidas mas não parece muito preocupada. Ao menos é a impressão que dá. A empresa ganhou um prazo maior para se reestruturar; porém, mesmo assim ainda vive uma situação delicada.

E é no meio disso tudo que Ed Boon, criador da série Mortal Kombat, anunciou que a produtora vem trabalhando firme na próxima edição do jogo. Tudo bem, MK vs. DC vendeu quase 2 milhões de cópias no mundo e isso deve ter dado um ótimo suspiro para a Midway. Mesmo assim, não acho que é hora para anúncio de projetos.
Claro que pode ser mais uma forma de mostrar para o mercado que ‘estamos bem, trabalhando e pensando no futuro’. Até aí, tem que ver quem engole a história.
Fonte: Gamasutra & EDGE
Criterion sabe como tratar bem os jogadores (Burnout PC)
A Criterion Games anunciou que a esperada versão para PC de Burnout Paradise chegará às mãos dos jogadores em forma de um demo. Porém, o demo é especial: ele vem com TODO o conteúdo do game à disposição do jogador, inclusive o modo online.
A idéia não é nova - recentemente Sacred 2 fez a mesma coisa - e o objetivo é simples: conquistar jogadores que possam ter dúvidas sobre a qualidade de Burnout ou garantir que o jogo irá rodar bem em suas máquinas. Além de distribuição online pelo site da Criterion e da EA, milhões de discos serão feitos. O demo funcionará por um período determinado e, ao fim do mesmo, bastará adquirir uma chave de licença (online mesmo) para continuar jogando.
Essa é uma prática das mais maduras e adequadas com a atual realidade do mercado de games. Claro que a pirataria sempre será um problema mas atitudes assim colocam a produtora do jogo mais próxima de seus clientes. O fato de poder testar um jogo por completo é ótimo. Mesmo sabendo que ele pode ser bom há a dúvida sobre requisitos do sistema. A certeza de que poderemos rodar um game no PC sem preocupações com a performance serve, pelo menos para mim, como um ponto a favor da compra.
Mais ainda, tendo o modo online liberado a Criterion irá ‘prender’ muita gente por aí. Afinal, muitos vão mergulhar de cabeça em disputas online, começarão a obter vantagens e pontuações que só valerão alguma coisa caso comprem o jogo por completo. Claro que existem sempre os servidores piratas, mas eles são ‘terra de ninguém’, não oferecem qualquer tipo de suporte e segurança e servem, basicamente, para sustentar a comunidade sanguessuga.
Experimentar um jogo não é garantia de compra. Mas dificultar o acesso ao mesmo e criar regras duras de proteção de conteúdo pode ter um efeito muito pior. Além da pirataria parecer maior nesses casos por mera ‘vingança’ da comunidade, há também a questão de que os jogadores ficam com receio de gastar um bom dinheiro em um produto que não podem testar - no máximo podem assistir a um vídeo.
Nem todo tipo de jogo cabe dentro dessa estratégia. Burnout é um game de corrida e a perfeição só vem com o tempo. Durante o demo você pode ficar bom, mas só comprando tudo é que conseguirá tornar-se um expert no assunto.
Um RPG ou Adventure podem não ficar legais com um demo completo, já que a história ficaria dependente do tempo disponível ao jogador. Algumas produtoras lançam pedaços controlados da trama de forma que o jogador experimente até um momento-chave no enredo. Com sorte, isso o incentiva muito a seguir com a compra para descobrir o que vem depois.

Seja como for, ao mesmo tempo que vemos jogos serem criticados por seus problemas de DRM, é ótimo ver empresas seguindo em outra direção. Sei que é impossível confiar na honestidade das pessoas; mas o melhor caminho é tentar mostrar a elas que você fará de tudo para ajudá-las a tomar uma decisão de compra mais acertada.
Ah, vale lembrar que Burnout Paradise: The Ultimate Box no PC chegará, com tudo que já foi lançado para download nos consoles, em Fevereiro de 2009
Fonte: Kotaku & Site Oficial de Burnout
Midway tem 50 dias para levantar US$150 milhões

A recente venda da Midway por apenas 100 mil dólares já começa a mostrar ‘resultados’. O novo dono da empresa agora corre o risco de ter que desembolsar muito mais dinheiro.
Os credores da empresa tem, ao total, US$150 milhões a receber e podem exigir esse dinheiro até Janeiro. Caso não pague, a Midway corre o risco de quebrar de vez.
Porém, não é certeza que todos irão cobrar. É possível que um plano de reestruturação na companhia convença parte dos credores a dar um prazo maior e também uma chance de a Midway reerguer-se. Isso seria o melhor para todo mundo, pois com a empresa falida ninguém vai receber nada mesmo.
Mais sobre o assunto no começo de 2009.
Fonte: GamePolitcs
Coréia do Sul aposta ALTO no mercado de games
Em evento para falar sobre desenvolvimento de games, o ministro de Esportes, Cultura e Turismo da Coréia do Sul, Yu In-chon, afirmou que o país já bateu a meta de US$1 bilhão em exportação de jogos este ano. O país vê nesse mercado um dos maiores potenciais para crescimento e expansão das indústrias locais.

Entre cerca de 60 planos para o setor, o mais ambicioso é um fundo de US$200 milhões que será criado para incentivar o desenvolvimento de jogos no país e rivalizar com as potências da Europa e EUA (além do Japão, claro).
Na área de jogos online (MMO, RPGs e estratégia) a Coréia já é muito forte. Uma das maiores produtoras desse segmento de game, a NC Soft, fica lá e deve se beneficiar muito com essas medidas. Porém, suspeito que o país queira desenvolver outras áreas também.
Cada vez mais o mundo acorda para a importância, tanto social como econômica, dos videogames. Há 2 meses foi a vez da província de Ontario, no Canadá, reservar mais de US$1 bilhão para estúdios independentes se desenvolverem na região.
Uma pena que no Brasil o máximo que conseguimos é o pólo em Santa Catarina que dá incentivo a empresas de tecnologia e games. Mas ainda é muito, muito pouco mesmo para um país tão grande e que se diz em crescimento. Pior é querer bater de frente com nações ricas sendo que não conseguimos desenvolver, nem de forma modesta, setores de alta tecnologia.
Os impostos precisam baixar urgentemente, é preciso haver incentivos REAIS do governo para o setor de tecnologia. De que adianta baratear o PC se a aplicação mais atual dele, o jogo, continua sendo sobretaxada abusivamente?
Como sempre, o mundo se move em uma direção e nós continuamos boiando na inércia. Uma pena.
Fonte: Gamasutra, EDGE e Kotaku.
Eidos vê chances de venda com Warner Bros. e… Square-Enix?
A notícia da possível venda da Eidos já virou quase uma certeza e a companhia está em conversações com a Warner Bros. A Warner possui 20% da empresa e isso facilitaria o processo. Além disso, ontem a SCi mudou seu nome e registro por completo para Eidos, o que indica mais ainda uma venda próxima (padronizando a marca).
Porém, do Japão vem a gigante Square-Enix e seus planos de expansão para o Ocidente. A Square vem querendo, há muito tempo, crescer fora do Japão e também diversificar seu portfólio de games além dos RPGs de sempre.
Recentemente a Square anunciou que irá publicar Supreme Commander 2 no Ocidente, uma das ações no sentido de ampliar a oferta de títulos. Agora, a Eidos pode ser um ativo importantíssimo para estabelecer, de vez, um braço Ocidental.
Dinheiro não parece ser o problema nessa questão, mas a preferência da Warner ainda existe. Mesmo que a Square adquira 80% da Eidos, os outros 20% ficariam na mão da Warner, o que pode não ser vantajoso sob a ótica da Square.
Particularmente penso que Lara Croft estaria melhor nas mãos da Square, que é uma empresa do ramo de games e sabe como administrar esse tipo de produto.
Nada contra a Warner, mas nos anos 80 foram eles que praticamente acabaram com a Atari após adquirirem a empresa e se livrar de boa parte dos talentos criativos - estes, aliás, que saíram de lá para fundar uma produtora independente. Uma tal de Activision, sabem?
Fonte: Kotaku
Eidos pode ser próximo alvo de EA/Ubi
Quem diria que a SCi Entertainment (empresa dona da Eidos), com uma franquia tão poderosa como Tomb Raider, estaria em problemas financeiros sérios o suficiente para ameaçar o futuro da empresa. As ações caíram 92% em 1 ano e, obviamente, não irão subir de uma hora para outra.
Isso é muito grave pois indica falta de capitalização para produção de novos jogos. Aliás, Tomb Raider Underworld é a aposta da Eidos para, quem sabe, sobreviver um pouco mais e, mesmo em caso de uma fusão, conseguir evitar que a marca seja dissolvida por completo.
Isso chamou muito minha atenção e agora entendo porque a Eidos, mesmo já tendo um histórico de falta de ética com publicações de game, repetiu o erro de Kane & Lynch e impediu que os sites e revistas publicassem notas abaixo de 8.0 para o novo game de Lara Croft (quer dizer, publicar antes do lançamento, claro).
Não é apenas uma atitude para tentar incentivar mais as vendas no final de semana de estréia. Por já terem feito isso, achei uma falta de sensibilidade e até de medo do que o público poderia pensar. Oras, pelo visto eles querem ‘que se dane’ a opinião dos outros agora.
Eles precisam mais do que nunca de boas vendas de Tomb Raider, que saiu para tudo que é plataforma - em alguns casos até quebrado. Mas as informações dão conta de que conversas iniciais teriam sido feitas entre diretoria da SCi com membros da empresa e também da EA e Ubisoft (2º e 3º maiores publishers do mundo, só perdendo para o monstro Acti-Blizzard).
Com o tamanho da Ubisoft e da EA, fica difícil imaginar que a Eidos, hoje valendo cerca de US$50 milhões, sobreviverá por muito tempo. E a concentração das produtoras em gigantes conglomerados continua; entretanto, os amantes de games originais e inovadores podem sempre contar com a excelente cena independente, que nos traz World of Goo, AudioSurf, Portal, LostWinds, entre outros.
Claro que esses games acabam na mão de uma produtora média ou grande, mas eles nascem no melhor berçário para idéias. Coisa que a Eidos parece ter fechado há muito tempo, aliás. Se colocarem 3 Tomb Raiders na minha frente eu não consigo ver diferença alguma (texturas e polígonos não contam).
Fonte: GamePolitics















