Modern Warfare II e seu realismo ridículo
Olha só como uma grande produção não costuma passar de um grupo de adolescentes mimados, imaginando o que poderia ser ‘cool’ e ‘awesome’ em um game. Por mais que eles digam que primam pelo realismo, é difícil acreditar quando algo assim vem à tona.
Ao jogar Call of Duty - Modern Warfare II no mapa da cidade de Carachi (Karachi - Paquistão), um morador local ficou decepcionado ao notar que TODOS os textos estão em árabe. O problema é que o país fala Inglês e Urdu (língua local).
Pelo visto a Infinity Ward manja mesmo do que faz. Em vez de pesquisar, melhor assumir que todos os muçulmanos falam árabe e pronto, né? Além da cena desnecessária no aeroporto, agora temos isso.
Não consigo engolir que esse tipo de jogo é importante para discutir o mundo real. Bobagem! O jogo é mentiroso, enganoso e ainda não tem informações corretas.
Sei que isso é apenas um detalhe em um videogame, mas esse tipo de coisa é um exemplo terrível da oposição de culturas. Os ocidentais costumam dizer que os muçulmanos são fanáticos e enxergam todo o resto do mundo como igual e inimigo.
Bom, se nós achamos que eles falam todos a mesma língua por causa do nariz ou roupa que usam, o que mais poderia se esperar?
Seria tão bom se essas empresas de games usassem um pouco do dinheiro para buscar novas formas de discutir questões sérias nos games.
Mas elas preferem torrar dinheiro em mentiras e contribuem demais para a formação social e filosófica dos jovens de hoje - algo extremamente perigoso quando pensado em escala e no longo prazo. Afinal, são 10 milhões de pessoas recebendo essa mensagem errada.
PS - Preciso comentar o jeito que os brasileiros falam no game também?
- 18 comentários
- pellican | 2 de janeiro de 2010 | 13:50 | Artigo | Notícias | Publishers []
O Filme de Prince of Persia - na visão do criador
Jordan Mechner, criador da série Prince of Persia, preparou o trailer abaixo quando foi apresentar a ideia de um filme sobre os jogos aos produtores da Disney. O objetivo de Jordan era garantir que elementos chave do título fossem mantidos na adaptação para o cinema.
Até concordo que o trailer seja empolgante, mas apenas do ponto de vista de um jogador. As ações acrobáticas do príncipe são legais de se ver apenas durante pouco tempo; o que prende mesmo é você comandar os saltos e ataques coreografados.
Para filmes, infelizmente o que serve mais são as cenas de animação nas quais a história se desenvolve de forma mais complexa. E por isso mesmo o roteiro para cinema usa o universo do jogo, mas adapta o enredo à linguagem passiva das telonas.
Vai acabar sendo um enorme blockbuster de efeitos especiais, personagens com apelo visual e carnal forte e uma trilha sonora épica. Pode ser que seja bom. Pode ser…
Prince of Persia movie pitch trailer (2003) from jordan mechner on Vimeo.
Tetris aumenta massa cinzenta e eficiência do cérebro
Um estudo do centro Mind Research Network (do Montreal Neurological Institute) confirmou a relação entre o jogo Tetris e o aumento da eficiência cerebral.
Essa condição havia sido detectada em estudos anteriores, mas desta vez a pesquisa focou-se justamente nas áreas do cérebro afetadas pelo game.
Garotas adolescentes passaram três meses em observação, com parte delas jogando Tetris e o resto não. O grupo que jogou apresentou um aumento na eficiência cerebral ao executar testes pré-definidos, enquanto o grupo que não teve Tetris para jogar ficou abaixo na performance.
Mas o que está intrigando os pesquisadores é outra coisa: as pessoas que jogam muito Tetris apresentam um aumento da massa cinzenta, o que foi verificado no teste acima. Mas as áreas que aumentam em eficiência e atividade são outras.
A imagem no topo do post mostra os dois hemisférios do cérebro, direito e esquerdo. Áreas azuis são aumento de eficiência e as vermelhas são maior massa cinzenta. É claro para qualquer um que não parece, de cara, haver uma relação direta.
Os cientistas estão usando esses dados para aprofundar nosso entedimento do cérebro humano. Afinal, conhecemos o funcionamento de algumas de suas partes e funções, mas estamos longe de enxergar o ‘todo’ de como as conexões de neurônios se modificam e adaptam dependendo das atividades que praticamos.
A mensagem positiva, e que também era conhecida, é saber que Tetris e muitos outros jogos de quebra-cabeça trazem benefícios óbvios à nossa saúde mental. E mesmo games de outros estilos atuam de forma marcante no cérebro, pois exigem decisões rápidas, processo cognitivo, interação com diferentes objetos, atenção visual e sonora, etc.
Da próxima vez que reclamarem do seu videogame você já tem uma boa desculpa para dar.
Fonte: MRN
Vídeo - Road Rash HD (conceito)
Esse vídeo é apenas conceito para o novo Road Rash HD que a EA prepara. Ele não tem todos os detalhes visuais e serve só de teste para vermos a ideia do jogo.
Tudo indica que a essência de Road Rash está mantida - e claro, expandida. As brigas no meio da pista parecem intensas, com os motoqueiros se agarrando enquanto tentam desviar dos carros. Além disso, sinais e objetos podem ser pegos na beirada da estrada e usados em ataques.
Claro que hoje em dia o realismo está na moda, mas esse é um daqueles jogos que não precisam de nada disso. Deixar com gráficos legais tudo bem, mas tomara que não invistam demais em animações e física detalhada já que isso pode tornar a experiência mais lenta.
PSP Minis chegam, quem diria, acima do esperado
E chegaram finalmente os PSP Minis. O PSPGo já é caro demais e a promessa de games pequenos no mesmo modelo que o iPhone oferece…ficou só na promessa mesmo.
Jogos disponíveis para download custam muito mais do que os disponíveis na Apple Store. Tetris, por exemplo, é o dobro do preço. Boa Sony, mais uma cartada ‘certinha’.
- Alien Havoc ($4.99)
- Tetris ($9.99)
- Hero of Sparta ($6.99)
- Brainpipe ($4.99)
- Fieldrunners ($6.99)
- Sudoku ($4.99)
- Funky Punch ($4.99)
Fonte: Destructoid
Nada de demo para Modern Warfare 2
A Infinity Ward confirmou que Modern Warfare 2 não terá nenhuma espécie de demo planejada para antes do lançamento. Além disso, nem mesmo uma versão BETA para testar o multiplayer está prevista.
O motivo para isso, pelo menos o que foi dado pelo estúdio, é que eles estão muito ocupados polindo e dando retoques finais no jogo e não teriam tempo de preparar uma breve versão para testes.
Eu sei que Modern Warfare tornou-se uma franquia gigante mesmo com apenas um jogo e que boa parte dos fãs irá comprar o título independente de haver ou não um demo. O que me incomoda nessa atitude, especialmente olhando pelo lado do PC, é o cheiro da ‘ganância Activision’ inconfundível.
Um game pesado de PC precisa de demo muito mais para o jogador saber se sua máquina é capaz de rodá-lodo que para ver se o jogo o agrada. Além disso, é inegável o poder que um demo bem feito tem de atrair consumidores que esteja em dúvida sobre a compra.
Mais ainda, porém, é evidente o desespero das produtoras em relação aos novos modelos de negócio no mundo de PCs. Vendas em caixas estão despencando ao mesmo tempo que plataformas online vem crescendo a cada mês.
Visando sempre o lucro antes de tudo, a Activision decidiu que a versão de PC de Modern Warfare 2 custará 60 dólares, mesmo valor que o jogo em caixa para X360. Agora me digam: sem demo, uma engine que estava pronta já, sem custos de distribuição e fabricação…porque cargas d’agua o jogo custa tanto?!
Eles estão se aproveitando do valor cobrado nos consoles para dizer “hei, só estamos sendo justos com todos, oras.” Só espero que os consumidores votem com seu dinheiro e consigam, com esforço, segurar a vontade e deixar Modern Warfare 2 de lado, pelo menos enquanto não reduzirem o preço.
CEO da Activision é contra diversão ao criar games - e consoles em breve serão obsoletos
O homem pulso de ferro da Activision Bobby Kotick falou na conferência do Deutsche Bank Securities Technology em São Francisco, Califórnia, e como sempre não deixou de dar declarações que mostram cada vez mais o triste caminho que alguns setores do mundo dos games vem tomando.
Falando sobre Guitar Hero, Kotick disse que no futuro a intenção é não precisar mais do console para esse tipo de game. Basta o acessório e uma TV com conexão à internet (algo que está ficando comum) e o jogador terá acesso ao jogo e catálogo de músicas sem um sistema proprietário como Xbox ou Wii.
Ele vê esse modelo de negócio como um benefício para a Activision ao equilibrar mais as forças em relação aos fabricantes de consoles.
Não dá para negar que a Activision pode ganhar com isso, mas a que preço para o consumidor? Mais um sistema diferente em casa e ligado na TV? Se fosse para benefício do JOGADOR eu seria totalmente a favor, mas os argumentos são sempre - e totalmente - pró-empresa.
Em um sistema capitalista o lucro é fundamental, mas não consigo abandonar a ideia de que é preciso haver um equilíbrio entre o ‘modelo de negócio’ e a satisfação do consumidor. Afinal, é só ver a reação fervorosa dos fãs de StarCraft quando a Activision anunciou que o segundo game não terá suporte a jogos via LAN para, caso não saibam, forçar os consumidores a usarem sua nova plataforma Battle.net 2.0.
Vamos agora ao melhor lado dessa história. Ele disse que “incentiva os estúdios a darem bônus por maiores lucros e nada mais” e como ele mesmo promove “desconfiança, pessimismo e medo” dentro da empresa com o “objetivo de manter as pessoas focadas na depressão”. Assim, elas trabalham mais ainda para ter lucros e só.
Afinal, Kotick “trouxe muitos profissionais de outros setores há 10 anos para a Activision com o objetivo de remover completamente a diversão do processo de criar games.”
Acho que nem preciso comentar alguma coisa, certo? Ganhar dinheiro é uma coisa, mas ganhar dinheiro com algo que É diversão pura e simples exige, na minha visão, que os empregados sintam-se bem, felizes e divirtam-se com o dia a dia.
Aliás, em QUALQUER profissão é sempre bom quando você consegue enxergar um algo a mais, um objetivo além do mero lucro ou salário. Isso incentiva bem mais do que meter medo na galera.
Mas tudo bem, pois esse ótimo modelo de administração vem dando frutos incríveis para a Activision, com o gênero musical despencando em vendas graças à saturação do mercado, e para o próprio Bobby, com seus US$ 15 milhões em bônus e salários em 2008.
Fonte: Joystiq
Disney compra Marvel em negócio de US$4 bilhões
A Walt Disney Company anunciou a aquisição completa da Marvel Entertainment pela cifra de US$4 bilhões, levando nessa brincadeira mais de 5 mil ícones famosos dos quadrinhos, desenhos e filmes.
A Disney pagará aos acionistas da Marvel US$30 por ação, mais 0.745 do valor da ação da Disney para cada uma da Marvel que eles possuam (um benefício, por assim dizer).
Ainda é preciso que saia aprovação de alguns orgãos antitruste dos EUA, mas tudo indica que a operação não enfrentará problemas - afinal, em tempos de crise é bom incentivar a sustentabilidade das empresas sem que o governos preciso sustentá-las, não?
Ike Perlmutter, chefão da Marvel, continuará cuidando da parte dos heróis da nova empresa e ajudará na integração com o portfólio da Disney.
Porém, algumas questões bem sérias serão temas recorrentes no futuro próximo. Afinal, Activision e SEGA são publishers de franquias Marvel em games. Sendo a Disney também uma publisher, é certo que eles miram o segmento de jogos eletrônicos nessa nova empreitada.
Não digo que contratos serão quebrados, mas a Activision pode estar à beira de perder um grande filão para seus jogos no futuro. Mais ainda, como fica a Sony com a exploração dos filmes do Homem-Aranha?
É curioso observar essas enormes fusões, pois sempre respinga muita coisa para todos os lados. O que fica de certo é que o gigante Disney está ficando ainda maior.
Pode ser bom para manter as marcas vivas - mas pode ser péssimo pela eterna concentração de mercado e franquias sob um mesmo dono, que só enxerga números e gráficos e muitas vezes nem lembra que existem consumidores humanos.
A conferir.
UPDATE - Eu não falei?
“Na área de games, a Marvel tem alguns acordos bem inteligentes de licenciamento com alguns dos melhores fabricantes de jogos do mercado. Apesar de estarmos nos movendo aos poucos na direção dos games eletrônicos em nosso portfólio, não descartamos a possibilidade de publicaramos e até produzirmos os jogos. À medida que esses acordos forem expirando teremos o luxo de considerar o que é melhor para a empresa e os produtos.” - Lowell Singer, VP de Relações com Investidores da Disney’s
Sprites 3D em um sensacional game japonês
3D Dot Game Heroes é um jogo de RPG sendo desenvolvido no Japão pela From Software exclusivamente para o PS3.
O conceito to título é usar as imagens pixeladas tão famosas nos anos 80 e 90 em forma tridimensional, em um mundo super colorido e todo baseado nos RPGs do passado.
A história é melhor ainda: O Rei decide que quer mudar o mundo de 2D para 3D e sua missão é tantar fazer com que as coisas voltem a ser o que eram. Confiram algumas imagens abaixo.
PS3 no Brasil - mais oficial do que nunca
O Ministério da Justiça acaba de liberar a classificação etária de diversos games de PS3, em mídia Bluray aliás, para o território nacional.
Porque isso é importante? Porque confirma totalmente a real intenção da Sony de lançar o console por aqui - e provavelmente até o final do ano. Afinal, vê-se que ela está preparando já uma boa leva de games.
Com o anúncio da versão Slim, com certeza o mercado nacional será mais explorado pela empresa e, com sorte, motivará Microsoft e Nintendo a fazerem o mesmo.
UPDATE - Hoje entraram mais jogos na lista, inclusive de PS2. Pelo visto a Sony vem com tudo para o Brasil e espero que uma boa política de preços e campanhas promocionais.










