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CEO da Activision é contra diversão ao criar games - e consoles em breve serão obsoletos

O homem pulso de ferro da Activision Bobby Kotick falou na conferência do Deutsche Bank Securities Technology em São Francisco, Califórnia, e como sempre não deixou de dar declarações que mostram cada vez mais o triste caminho que alguns setores do mundo dos games vem tomando.

Falando sobre Guitar Hero, Kotick disse que no futuro a intenção é não precisar mais do console para esse tipo de game. Basta o acessório e uma TV com conexão à internet (algo que está ficando comum) e o jogador terá acesso ao jogo e catálogo de músicas sem um sistema proprietário como Xbox ou Wii.

Ele vê esse modelo de negócio como um benefício para a Activision ao equilibrar mais as forças em relação aos fabricantes de consoles.

Não dá para negar que a Activision pode ganhar com isso, mas a que preço para o consumidor? Mais um sistema diferente em casa e ligado na TV? Se fosse para benefício do JOGADOR eu seria totalmente a favor, mas os argumentos são sempre - e totalmente - pró-empresa.

Em um sistema capitalista o lucro é fundamental, mas não consigo abandonar a ideia de que é preciso haver um equilíbrio entre o ‘modelo de negócio’ e a satisfação do consumidor. Afinal, é só ver a reação fervorosa dos fãs de StarCraft quando a Activision anunciou que o segundo game não terá suporte a jogos via LAN para, caso não saibam, forçar os consumidores a usarem sua nova plataforma Battle.net 2.0.

Vamos agora ao melhor lado dessa história. Ele disse que “incentiva os estúdios a darem bônus por maiores lucros e nada mais” e como ele mesmo promove “desconfiança, pessimismo e medo” dentro da empresa com o “objetivo de manter as pessoas focadas na depressão”. Assim, elas trabalham mais ainda para ter lucros e só.

Afinal, Kotick “trouxe muitos profissionais de outros setores há 10 anos para a Activision com o objetivo de remover completamente a diversão do processo de criar games.”

Acho que nem preciso comentar alguma coisa, certo? Ganhar dinheiro é uma coisa, mas ganhar dinheiro com algo que É diversão pura e simples exige, na minha visão, que os empregados sintam-se bem, felizes e divirtam-se com o dia a dia.

Aliás, em QUALQUER profissão é sempre bom quando você consegue enxergar um algo a mais, um objetivo além do mero lucro ou salário. Isso incentiva bem mais do que meter medo na galera.

Mas tudo bem, pois esse ótimo modelo de administração vem dando frutos incríveis para a Activision, com o gênero musical despencando em vendas graças à saturação do mercado, e para o próprio Bobby, com seus US$ 15 milhões em bônus e salários em 2008.

Fonte: Joystiq

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pellican | 15 de setembro de 2009 | 14:39 | Mercado | Negócios | Notícias | Publishers []

Disney compra Marvel em negócio de US$4 bilhões

A Walt Disney Company anunciou a aquisição completa da Marvel Entertainment pela cifra de US$4 bilhões, levando nessa brincadeira mais de 5 mil ícones famosos dos quadrinhos, desenhos e filmes.

A Disney pagará aos acionistas da Marvel US$30 por ação, mais 0.745 do valor da ação da Disney para cada uma da Marvel que eles possuam (um benefício, por assim dizer).

Ainda é preciso que saia aprovação de alguns orgãos antitruste dos EUA, mas tudo indica que a operação não enfrentará problemas - afinal, em tempos de crise é bom incentivar a sustentabilidade das empresas sem que o governos preciso sustentá-las, não?

Ike Perlmutter, chefão da Marvel, continuará cuidando da parte dos heróis da nova empresa e ajudará na integração com o portfólio da Disney.

Porém, algumas questões bem sérias serão temas recorrentes no futuro próximo. Afinal, Activision e SEGA são publishers de franquias Marvel em games. Sendo a Disney também uma publisher, é certo que eles miram o segmento de jogos eletrônicos nessa nova empreitada.

Não digo que contratos serão quebrados, mas a Activision pode estar à beira de perder um grande filão para seus jogos no futuro. Mais ainda, como fica a Sony com a exploração dos filmes do Homem-Aranha?

É curioso observar essas enormes fusões, pois sempre respinga muita coisa para todos os lados. O que fica de certo é que o gigante Disney está ficando ainda maior.

Pode ser bom para manter as marcas vivas - mas pode ser péssimo pela eterna concentração de mercado e franquias sob um mesmo dono, que só enxerga números e gráficos e muitas vezes nem lembra que existem consumidores humanos.

A conferir.

UPDATE - Eu não falei?

“Na área de games, a Marvel tem alguns acordos bem inteligentes de licenciamento com alguns dos melhores fabricantes de jogos do mercado. Apesar de estarmos nos movendo aos poucos na direção dos games eletrônicos em nosso portfólio, não descartamos a possibilidade de publicaramos e até produzirmos os jogos. À medida que esses acordos forem expirando teremos o luxo de considerar o que é melhor para a empresa e os produtos.” - Lowell Singer, VP de Relações com Investidores da Disney’s

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pellican | 31 de agosto de 2009 | 13:09 | Mercado | Negócios | Notícias []

X360, DS e Wii na boa - mas PS3 continua sob suspeita

O gráfico acima compara as vendas de plataformas no primeiro semestre deste ano com as do primeiro semestre de 2008. E alguns números chamam bem a atenção.

Primeiro temos o DS, incrivelmente em um ritmo ainda mais forte do que no ano passado. Claro, o lançamento do DSi e a chegada de cada vez mais títulos certamente impulsionam a demana pelo modelo antigo. Mesmo assim, as enormes vendas nos últimos anos sugeririam que o ritmo nas vendas deveria diminuir. Mais uma prova de que a Nintendo acertou em cheio ao buscar o mercado expandido em vez de brigar pelas migalhas dos hardcore.

O Wii teve um declínio mais acentuado e de certa forma esperado. O console bateu todos os recordes de vendas em menor tempo e, o mais importante, teve fortíssimos lançamentos na primeira metade de 2008 - Mario Kart Wii, Smash Bros. Brawl e WiiFit, títulos que moveram montanhas de pessoas às lojas e o fazem até hoje.

Quem destaca-se positivamente é o Xbox 360. A redução de preço no final de 2008 está provando-se acertada. Mas na relação com o PS3 é que vemos a força da Microsoft e a grande ameaça que a Sony tem pela frente.

Mesmo com alguns lançamentos exclusivos no primeiro semestre de 2009 - sendo Halo Wars o grande título - o Xbox 360 superou o PS3 em todos os lançamentos multiplataforma. Prototype, Street Fighter 4, Resident Evil 5… enfim, todos os games para ambos os consoles encontram demanda no console das luzes vermelhas. Enquanto isso, a Sony parece depender mais do que nunca de suas franquias exclusivas, fato evidenciado com a enorme dedicação na E3 a games como Uncharted 2, God of War III e Grand Turismo 5.

Será que ainda dá para a Sony se recuperar? Uma queda no preço do PS3 certamente ajudará, assim como a chegada de grandes títulos exclusivos como os citados. Mas cada vez mais a Microsoft se estabelece como a opção ideal para o jogador mais tradicional - e até para aquele que não é tão dedicado mas quer um console mais avançado.

Live, achievements, filmes sob-demana, avatares e recentemente o anúncio da venda de jogos completos pela Live são só alguns dos motivos que levam os consumidores para o lado verde da moeda. Sem contar que o Xbox 360 é bem mais barato do que o PS3 e, como vemos, entrega muito mais ao consumidor.

Fonte: Gamasutra

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pellican | 23 de julho de 2009 | 16:37 | Artigo | Mercado | Negócios []

Xbox 360 e a Live - Oportunidade perdida?

A Microsoft irá fazer novamente esse ano o ‘Summer of Arcade’, que nada mais é do que agrupar os grandes lançamentos da Live em semanas consecutivas. Games como Shadow Complex, TMNT Turtles in Time e Marvel vs. Capcom 2 virão nesse pacote, que deve se extender até Agosto.

Desde o lançamento do Xbox 360 sempre achei muito interessante a ideia da Live, proporcionando não só clássicos do passado mas principalmente opções menores e mais acessíveis de jogos - tanto que Geometry Wars ainda é um dos mais aclamados títulos do console e estreou com o serviço Live.

Entretanto, não acho que só isso seja motivo para se ter um Xbox. Afinal, o console não é barato e a Microsoft teima em cobrar assinatura anual para termos acesso a todos os conteúdos disponíveis (especialmente partidas online). Em outras palavras, para compensar o custo é preciso usar o Xbox para mais do que apenas jogos via download.

Mas e o PC? E a plataforma Windows que a Microsoft tanto defende? E o conceito de portal de serviços que ela vem tentando implementar sem sucesso algum com Live, Games For Windows, Windows Live, Bing, MSN, etc? Será que a Xbox Live não seria a resposta para tudo isso?

É claro que a empresa quer manter exclusividades na Live para incentivar as vendas de Xbox. Mas olhando o que acontece com o Steam, seria muito mais inteligente a Microsoft abrir o catálogo de games do Xbox para serem comprados via PC. Melhor ainda, poderiam criar uma aplicação inteira que proveria os jogos, trailers, promoção gratuita de produtos da empresa e toda a interação que a Live no Xbox dá.

O argumento de que isso entraria em conflito com o console e de que consumidores poderiam ser perdidos é dos mais arcaicos possíveis. No mercado atual, facilidade no acesso é muito mais importante do que a plataforma ou site que fornece o conteúdo. O iTunes não é um sucesso porque é da Apple mas sim porque é fácil e simples de usar.

Expandir o conteúdo da Live para os PCs poderia trazer novos consumidores, como eu, donos de Wii ou PS3 que não querem comprar um Xbox 360 - mas querem jogar Prince of Persia Remake, Shadow Complex ou Geometry Wars 2. Eu pagaria sem problemas por esses jogos. Mais ainda, mesmo não vendendo mais consoles a Microsoft poderia vender os controles, totalmente compatíveis com o PC e, principalmente, com os jogos.

Na verdade eu imagino (espero) que alguém lá dentro já tenha pensado nisso e seja apenas uma questão de tempo. Afinal, isso não é do dia pra noite e a questão do custo da Live no Xbox não combina com o conceito de acesso gratuito do PC (Steam). Mesmo assim, acho que a Microsoft está perdendo muito dinheiro com essa exclusividade cega.

Essa é a chance de começar a construir a plataforma do futuro, na qual os serviços online superam vendas de hardware específico.

A Sony só pode lançar games na PSN; a Nintendo, só no WiiWare; mas a MS tem milhões de PCs com seu sistema operacional e que são consumidores em potencial. Quando eles irão acordar?

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pellican | 15 de julho de 2009 | 17:40 | Artigo | Negócios | Online []

Atualizando situações de produtoras - a união faz a força

A Tecmo finalmente terminou as negociações com a produtora de games Koei. Ambas são japonesas e vinham discutindo os termos para uma fusão das companhias. Com performance abaixo do esperado nos últimos anos, a Tecmo vinha sendo disputada nos bastidores, inclusive pela poderosa Square-Enix.

Porém, a Koei foi a opção escolhida pela Tecmo e a nova empresa, chamada Tecmo Koei Holdings, será formada oficialmente em Abril. A Tecmo é conhecida pela série Ninja Gaiden e Dead or Alive. Já a Koei tem, entre outras séries, Dynasty Warriors.

O acordo demorou para sair já que alguns dos acionistas da Tecmo ainda não tinha aprovado a fusão. Porém, eles finalmente cederam e pelo menos receberam dividendos ao fim das trocas de ações, em um negócio que envolve cerca de US$200 milhões.

O interessante nessa notícia é ver como mesmo havendo diferenças explícitas na cultura de games entre EUA e Japão, no mundo dos negócios as coisas são mais parecidas. O mercado de jogos está sempre crescedo e é preciso muito capital para manter-se na ativa, produzindo e vendendo jogos.

A união de empresas do setor vem acontecendo em ritmo mais acelerado nos últimos anos e muitos acreditam que fusões ainda maiores podem ocorrer em breve. Com a crise mundial na economia ficando cada vez mais latente, esse talvez seja o melhor - e único - caminho para muitas empresas do setor.

MIDWAY - Só pra lembrar, a Midway continua tendo muitas dívidas mas não parece muito preocupada. Ao menos é a impressão que dá. A empresa ganhou um prazo maior para se reestruturar; porém, mesmo assim ainda vive uma situação delicada.

E é no meio disso tudo que Ed Boon, criador da série Mortal Kombat, anunciou que a produtora vem trabalhando firme na próxima edição do jogo. Tudo bem, MK vs. DC vendeu quase 2 milhões de cópias no mundo e isso deve ter dado um ótimo suspiro para a Midway. Mesmo assim, não acho que é hora para anúncio de projetos.

Claro que pode ser mais uma forma de mostrar para o mercado que ‘estamos bem, trabalhando e pensando no futuro’. Até aí, tem que ver quem engole a história.

Fonte: Gamasutra & EDGE

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pellican | 27 de janeiro de 2009 | 12:08 | Mercado | Negócios | Notícias []

Midway tem 50 dias para levantar US$150 milhões

A recente venda da Midway por apenas 100 mil dólares já começa a mostrar ‘resultados’. O novo dono da empresa agora corre o risco de ter que desembolsar muito mais dinheiro.

Os credores da empresa tem, ao total, US$150 milhões a receber e podem exigir esse dinheiro até Janeiro. Caso não pague, a Midway corre o risco de quebrar de vez.

Porém, não é certeza que todos irão cobrar. É possível que um plano de reestruturação na companhia convença parte dos credores a dar um prazo maior e também uma chance de a Midway reerguer-se. Isso seria o melhor para todo mundo, pois com a empresa falida ninguém vai receber nada mesmo.

Mais sobre o assunto no começo de 2009.

Fonte: GamePolitcs

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pellican | 5 de dezembro de 2008 | 14:41 | Negócios | Notícias | Publishers []

Coréia do Sul aposta ALTO no mercado de games

Em evento para falar sobre desenvolvimento de games, o ministro de Esportes, Cultura e Turismo da Coréia do Sul, Yu In-chon, afirmou que o país já bateu a meta de US$1 bilhão em exportação de jogos este ano. O país vê nesse mercado um dos maiores potenciais para crescimento e expansão das indústrias locais.

Entre cerca de 60 planos para o setor, o mais ambicioso é um fundo de US$200 milhões que será criado para incentivar o desenvolvimento de jogos no país e rivalizar com as potências da Europa e EUA (além do Japão, claro).

Na área de jogos online (MMO, RPGs e estratégia) a Coréia já é muito forte. Uma das maiores produtoras desse segmento de game, a NC Soft, fica lá e deve se beneficiar muito com essas medidas. Porém, suspeito que o país queira desenvolver outras áreas também. 

Cada vez mais o mundo acorda para a importância, tanto social como econômica, dos videogames. Há 2 meses foi a vez da província de Ontario, no Canadá, reservar mais de US$1 bilhão para estúdios independentes se desenvolverem na região. 

Uma pena que no Brasil o máximo que conseguimos é o pólo em Santa Catarina que dá incentivo a empresas de tecnologia e games. Mas ainda é muito, muito pouco mesmo para um país tão grande e que se diz em crescimento. Pior é querer bater de frente com nações ricas sendo que não conseguimos desenvolver, nem de forma modesta, setores de alta tecnologia.

Os impostos precisam baixar urgentemente, é preciso haver incentivos REAIS do governo para o setor de tecnologia. De que adianta baratear o PC se a aplicação mais atual dele, o jogo, continua sendo sobretaxada abusivamente?

Como sempre, o mundo se move em uma direção e nós continuamos boiando na inércia. Uma pena.

Fonte: Gamasutra, EDGE e Kotaku.

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pellican | 4 de dezembro de 2008 | 17:05 | Investimento | Negócios | Notícias []

Eidos vê chances de venda com Warner Bros. e… Square-Enix?

A notícia da possível venda da Eidos já virou quase uma certeza e a companhia está em conversações com a Warner Bros. A Warner possui 20% da empresa e isso facilitaria o processo. Além disso, ontem a SCi mudou seu nome e registro por completo para Eidos, o que indica mais ainda uma venda próxima (padronizando a marca).

Porém, do Japão vem a gigante Square-Enix e seus planos de expansão para o Ocidente. A Square vem querendo, há muito tempo, crescer fora do Japão e também diversificar seu portfólio de games além dos RPGs de sempre.

Recentemente a Square anunciou que irá publicar Supreme Commander 2 no Ocidente, uma das ações no sentido de ampliar a oferta de títulos. Agora, a Eidos pode ser um ativo importantíssimo para estabelecer, de vez, um braço Ocidental.

Dinheiro não parece ser o problema nessa questão, mas a preferência da Warner ainda existe. Mesmo que a Square adquira 80% da Eidos, os outros 20% ficariam na mão da Warner, o que pode não ser vantajoso sob a ótica da Square.

Particularmente penso que Lara Croft estaria melhor nas mãos da Square, que é uma empresa do ramo de games e sabe como administrar esse tipo de produto.

Nada contra a Warner, mas nos anos 80 foram eles que praticamente acabaram com a Atari após adquirirem a empresa e se livrar de boa parte dos talentos criativos - estes, aliás, que saíram de lá para fundar uma produtora independente. Uma tal de Activision, sabem?

Fonte: Kotaku

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pellican | 4 de dezembro de 2008 | 12:42 | Negócios | Notícias | Publishers []

Eidos pode ser próximo alvo de EA/Ubi

Quem diria que a SCi Entertainment (empresa dona da Eidos), com uma franquia tão poderosa como Tomb Raider, estaria em problemas financeiros sérios o suficiente para ameaçar o futuro da empresa.  As ações caíram 92% em 1 ano e, obviamente, não irão subir de uma hora para outra.

Isso é muito grave pois indica falta de capitalização para produção de novos jogos. Aliás, Tomb Raider Underworld é a aposta da Eidos para, quem sabe, sobreviver um pouco mais e, mesmo em caso de uma fusão, conseguir evitar que a marca seja dissolvida por completo.

Isso chamou muito minha atenção e agora entendo porque a Eidos, mesmo já tendo um histórico de falta de ética com publicações de game, repetiu o erro de Kane & Lynch e impediu que os sites e revistas publicassem notas abaixo de 8.0 para o novo game de Lara Croft (quer dizer, publicar antes do lançamento, claro).

Não é apenas uma atitude para tentar incentivar mais as vendas no final de semana de estréia. Por já terem feito isso, achei uma falta de sensibilidade e até de medo do que o público poderia pensar. Oras, pelo visto eles querem ‘que se dane’ a opinião dos outros agora.

Eles precisam mais do que nunca de boas vendas de Tomb Raider, que saiu para tudo que é plataforma - em alguns casos até quebrado. Mas as informações dão conta de que conversas iniciais teriam sido feitas entre diretoria da SCi com membros da empresa e também da EA e Ubisoft (2º e 3º maiores publishers do mundo, só perdendo para o monstro Acti-Blizzard).

Com o tamanho da Ubisoft e da EA, fica difícil imaginar que a Eidos, hoje valendo cerca de US$50 milhões, sobreviverá por muito tempo. E a concentração das produtoras em gigantes conglomerados continua; entretanto, os amantes de games originais e inovadores podem sempre contar com a excelente cena independente, que nos traz World of Goo, AudioSurf, Portal, LostWinds, entre outros.

Claro que esses games acabam na mão de uma produtora média ou grande, mas eles nascem no melhor berçário para idéias. Coisa que a Eidos parece ter fechado há muito tempo, aliás. Se colocarem 3 Tomb Raiders na minha frente eu não consigo ver diferença alguma (texturas e polígonos não contam). 

Fonte: GamePolitics

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pellican | 1 de dezembro de 2008 | 14:55 | Mercado | Negócios | Notícias | Publishers []

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