PSPGo chega cedo e tarde ao mesmo tempo
Dia 1º de Outubro marcará a chegada do PSPGo ao mercado de games portáteis. Porém, o aparelho já está nas mãos de diversos sites e revistas especializadas e a opinião de todos parece gravitar em torno da mesma percepção: ele é velho e novo.
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- pellican | 29 de setembro de 2009 | 16:36 | Artigo | Mercado | Tech []
CEO da Activision é contra diversão ao criar games - e consoles em breve serão obsoletos
O homem pulso de ferro da Activision Bobby Kotick falou na conferência do Deutsche Bank Securities Technology em São Francisco, Califórnia, e como sempre não deixou de dar declarações que mostram cada vez mais o triste caminho que alguns setores do mundo dos games vem tomando.
Falando sobre Guitar Hero, Kotick disse que no futuro a intenção é não precisar mais do console para esse tipo de game. Basta o acessório e uma TV com conexão à internet (algo que está ficando comum) e o jogador terá acesso ao jogo e catálogo de músicas sem um sistema proprietário como Xbox ou Wii.
Ele vê esse modelo de negócio como um benefício para a Activision ao equilibrar mais as forças em relação aos fabricantes de consoles.
Não dá para negar que a Activision pode ganhar com isso, mas a que preço para o consumidor? Mais um sistema diferente em casa e ligado na TV? Se fosse para benefício do JOGADOR eu seria totalmente a favor, mas os argumentos são sempre - e totalmente - pró-empresa.
Em um sistema capitalista o lucro é fundamental, mas não consigo abandonar a ideia de que é preciso haver um equilíbrio entre o ‘modelo de negócio’ e a satisfação do consumidor. Afinal, é só ver a reação fervorosa dos fãs de StarCraft quando a Activision anunciou que o segundo game não terá suporte a jogos via LAN para, caso não saibam, forçar os consumidores a usarem sua nova plataforma Battle.net 2.0.
Vamos agora ao melhor lado dessa história. Ele disse que “incentiva os estúdios a darem bônus por maiores lucros e nada mais” e como ele mesmo promove “desconfiança, pessimismo e medo” dentro da empresa com o “objetivo de manter as pessoas focadas na depressão”. Assim, elas trabalham mais ainda para ter lucros e só.
Afinal, Kotick “trouxe muitos profissionais de outros setores há 10 anos para a Activision com o objetivo de remover completamente a diversão do processo de criar games.”
Acho que nem preciso comentar alguma coisa, certo? Ganhar dinheiro é uma coisa, mas ganhar dinheiro com algo que É diversão pura e simples exige, na minha visão, que os empregados sintam-se bem, felizes e divirtam-se com o dia a dia.
Aliás, em QUALQUER profissão é sempre bom quando você consegue enxergar um algo a mais, um objetivo além do mero lucro ou salário. Isso incentiva bem mais do que meter medo na galera.
Mas tudo bem, pois esse ótimo modelo de administração vem dando frutos incríveis para a Activision, com o gênero musical despencando em vendas graças à saturação do mercado, e para o próprio Bobby, com seus US$ 15 milhões em bônus e salários em 2008.
Fonte: Joystiq
Disney compra Marvel em negócio de US$4 bilhões
A Walt Disney Company anunciou a aquisição completa da Marvel Entertainment pela cifra de US$4 bilhões, levando nessa brincadeira mais de 5 mil ícones famosos dos quadrinhos, desenhos e filmes.
A Disney pagará aos acionistas da Marvel US$30 por ação, mais 0.745 do valor da ação da Disney para cada uma da Marvel que eles possuam (um benefício, por assim dizer).
Ainda é preciso que saia aprovação de alguns orgãos antitruste dos EUA, mas tudo indica que a operação não enfrentará problemas - afinal, em tempos de crise é bom incentivar a sustentabilidade das empresas sem que o governos preciso sustentá-las, não?
Ike Perlmutter, chefão da Marvel, continuará cuidando da parte dos heróis da nova empresa e ajudará na integração com o portfólio da Disney.
Porém, algumas questões bem sérias serão temas recorrentes no futuro próximo. Afinal, Activision e SEGA são publishers de franquias Marvel em games. Sendo a Disney também uma publisher, é certo que eles miram o segmento de jogos eletrônicos nessa nova empreitada.
Não digo que contratos serão quebrados, mas a Activision pode estar à beira de perder um grande filão para seus jogos no futuro. Mais ainda, como fica a Sony com a exploração dos filmes do Homem-Aranha?
É curioso observar essas enormes fusões, pois sempre respinga muita coisa para todos os lados. O que fica de certo é que o gigante Disney está ficando ainda maior.
Pode ser bom para manter as marcas vivas - mas pode ser péssimo pela eterna concentração de mercado e franquias sob um mesmo dono, que só enxerga números e gráficos e muitas vezes nem lembra que existem consumidores humanos.
A conferir.
UPDATE - Eu não falei?
“Na área de games, a Marvel tem alguns acordos bem inteligentes de licenciamento com alguns dos melhores fabricantes de jogos do mercado. Apesar de estarmos nos movendo aos poucos na direção dos games eletrônicos em nosso portfólio, não descartamos a possibilidade de publicaramos e até produzirmos os jogos. À medida que esses acordos forem expirando teremos o luxo de considerar o que é melhor para a empresa e os produtos.” - Lowell Singer, VP de Relações com Investidores da Disney’s
PS3 no Brasil - mais oficial do que nunca
O Ministério da Justiça acaba de liberar a classificação etária de diversos games de PS3, em mídia Bluray aliás, para o território nacional.
Porque isso é importante? Porque confirma totalmente a real intenção da Sony de lançar o console por aqui - e provavelmente até o final do ano. Afinal, vê-se que ela está preparando já uma boa leva de games.
Com o anúncio da versão Slim, com certeza o mercado nacional será mais explorado pela empresa e, com sorte, motivará Microsoft e Nintendo a fazerem o mesmo.
UPDATE - Hoje entraram mais jogos na lista, inclusive de PS2. Pelo visto a Sony vem com tudo para o Brasil e espero que uma boa política de preços e campanhas promocionais.
Team Fortress 2 continua crescendo - e a Valve reinando
Um dos maiores fenômenos online na história dos games acaba de ganhar mais novidades. Team Fortress 2 oferece aos jogadores 12 chapéus diferentes para serem usados nos personagens, todos muito interessantes e engraçados como de costume.
Além disso, novos mapas de arena foram incluídos no update. E finalmene um novo modo: King of the Hill. Nesse modo existe apenas um Control Point. Os times correm para dominá-lo e assim que um consegue, um relógio começa a contar o tempo que eles permanecem por lá.
Quando outro time toma o ponto, o relógio do adversário para e o deles começa e assim a coisa segue até o fim do round. Basicamente é uma luta para ver quem, no final, conseguiu ficar mais tempo no Control Point. Parece bem divertido, não vejo a hora de testar.
Porém não trouxe esse assunto apenas como notícia e sim como exemplo de brilhantismo na criação, e no suporte, de um game e sua comunidade. A Valve parece entender perfeitamente o que os fãs querem e quais são as melhores forma de reter os consumidores.
O anúncio de Left4Dead 2 deixou alguns poucos furiosos, mas isso é coisa de quem ficou mal acostumado com as práticas da empresa. E podem ficar certos de que o jogo não é uma mera atualização com novas fases. Ele é gigante, amplo, cheio de novas ideias que com certeza valerão o preço cobrado.
Produtoras reclamam muito que seus jogos não vendem ou que os consumidores logo os esquecem e até revendem para comprar novos. Bem, isso é um fato mas que tal olhar os motivos para isso acontecer? Como tornar um game mais atraente?
De novo, a Valve mostra muitas maneiras para resolver alguns desses problemas. Não estou dizendo que os games PRECISAM ter modo online para serem mantidos. Team Fortress 2 é um sucesso principalmente porque é DIVERTIDO, é SIMPLES, é de FÁCIL ENTENDIMENTO. O online vem junto.
No Steam é comum encontrarmos jogos um pouco antigos com descontos, promoções com vários títulos por preço especial e até brindes para quem adquire um lançamento. Mais um exemplo de como tratar bem o consumidor e se ajoelhar perante suas vontades.
Porque assim a Valve consegue fazer com que jogos de dois, três anos de idades subitamente explodam em vendas - seja com o desconto, uma nova fase, um brinde e por aí vai.
Não acho que as demais produtoras devam copiar puramente essas ideias, até porque a Valve tem o benefício de possuir a plataforma Steam. Mas elas devem ‘quebrar’ em pedaços miúdos cada um dos motivos que parecem ajudar os títulos que a Valve vende.
Muitas vezes é possível encontrar uma maneira diferente de usar esses elementos, incrementar um aspecto e por aí vai. Muito melhor do que clones de Mario Bros. são os jogos que pegam a mecânica e colocam um pequeno detalhes que muda tudo e cria um título completamente diferente e renovado.
Talvez seja difícil as produtoras assumirem, internamente, que elas talvez estejam erradas, que mais alguém no mercado teve uma ideia melhor. Todas querem inovar e ser lembradas por quebrarem paradigmas.
Infelizmente isso nunca será possível e é muito mais vantajoso, para empresas e consumidores, que as boas ideias sejam mais exploradas por todos. Sem cópias esdrúxulas, é claro.
GRIN perde o sorriso
O estúdio GRIN infelizmente anunciou o fechamento da empresa hoje, pedindo falência na Suécia, país onde fica sediada.
Os recentes lançamentos de Wanted: Weapons of Fate, Terminator: Salvation e Bionic Commando (versão nova) literalmente quebraram o fluxo de caixa da GRIN. Todos tiveram vendas bem abaixo do esperado - o que é um pouco incomum para games licenciados. Mesmo assim, os jogos não foram bem recebidos pela crítica.
Interessante nessa história é que a GRIN foi CONTRATADA para fazer esses títulos e ela afirma que atrasos nos pagamentos por parte das produtoras prejudicaram demais seu fluxo de caixa. Com projetos próprios também em andamento, eles não foram capazes de se manter sem o dinheiro supostamente prometido para mais cedo.
Muito duro esse mundo dos games, hein? Um estúdio que tem qualidade, responsável por Ghost Recon Advanced Warfighter 1 e 2, entra em contratos mais limitadores de criatividade e ainda se ferra porque o jogo não vende bem.
Pode muito bem ser um sinal de como as produtoras grandes não estão tão bem assim e estão dispostas a adiar pagamentos mesmo sendo geralmente elas as culpadas pela baixa qualidade de games licenciados, com restrições, imposições e prazos impossíveis.
UPDATE - Alguns ex-funcionários da GRIN estão abrindo um novo estúdio na Suécia, chamado Outbreak Studios. Desejo a melhor das sortes a eles - e mais responsabilidade em projetos futuros.
Fonte: Kotaku
X360, DS e Wii na boa - mas PS3 continua sob suspeita
O gráfico acima compara as vendas de plataformas no primeiro semestre deste ano com as do primeiro semestre de 2008. E alguns números chamam bem a atenção.
Primeiro temos o DS, incrivelmente em um ritmo ainda mais forte do que no ano passado. Claro, o lançamento do DSi e a chegada de cada vez mais títulos certamente impulsionam a demana pelo modelo antigo. Mesmo assim, as enormes vendas nos últimos anos sugeririam que o ritmo nas vendas deveria diminuir. Mais uma prova de que a Nintendo acertou em cheio ao buscar o mercado expandido em vez de brigar pelas migalhas dos hardcore.
O Wii teve um declínio mais acentuado e de certa forma esperado. O console bateu todos os recordes de vendas em menor tempo e, o mais importante, teve fortíssimos lançamentos na primeira metade de 2008 - Mario Kart Wii, Smash Bros. Brawl e WiiFit, títulos que moveram montanhas de pessoas às lojas e o fazem até hoje.
Quem destaca-se positivamente é o Xbox 360. A redução de preço no final de 2008 está provando-se acertada. Mas na relação com o PS3 é que vemos a força da Microsoft e a grande ameaça que a Sony tem pela frente.
Mesmo com alguns lançamentos exclusivos no primeiro semestre de 2009 - sendo Halo Wars o grande título - o Xbox 360 superou o PS3 em todos os lançamentos multiplataforma. Prototype, Street Fighter 4, Resident Evil 5… enfim, todos os games para ambos os consoles encontram demanda no console das luzes vermelhas. Enquanto isso, a Sony parece depender mais do que nunca de suas franquias exclusivas, fato evidenciado com a enorme dedicação na E3 a games como Uncharted 2, God of War III e Grand Turismo 5.
Será que ainda dá para a Sony se recuperar? Uma queda no preço do PS3 certamente ajudará, assim como a chegada de grandes títulos exclusivos como os citados. Mas cada vez mais a Microsoft se estabelece como a opção ideal para o jogador mais tradicional - e até para aquele que não é tão dedicado mas quer um console mais avançado.
Live, achievements, filmes sob-demana, avatares e recentemente o anúncio da venda de jogos completos pela Live são só alguns dos motivos que levam os consumidores para o lado verde da moeda. Sem contar que o Xbox 360 é bem mais barato do que o PS3 e, como vemos, entrega muito mais ao consumidor.
Fonte: Gamasutra
Atualizando situações de produtoras - a união faz a força
A Tecmo finalmente terminou as negociações com a produtora de games Koei. Ambas são japonesas e vinham discutindo os termos para uma fusão das companhias. Com performance abaixo do esperado nos últimos anos, a Tecmo vinha sendo disputada nos bastidores, inclusive pela poderosa Square-Enix.
Porém, a Koei foi a opção escolhida pela Tecmo e a nova empresa, chamada Tecmo Koei Holdings, será formada oficialmente em Abril. A Tecmo é conhecida pela série Ninja Gaiden e Dead or Alive. Já a Koei tem, entre outras séries, Dynasty Warriors.
O acordo demorou para sair já que alguns dos acionistas da Tecmo ainda não tinha aprovado a fusão. Porém, eles finalmente cederam e pelo menos receberam dividendos ao fim das trocas de ações, em um negócio que envolve cerca de US$200 milhões.
O interessante nessa notícia é ver como mesmo havendo diferenças explícitas na cultura de games entre EUA e Japão, no mundo dos negócios as coisas são mais parecidas. O mercado de jogos está sempre crescedo e é preciso muito capital para manter-se na ativa, produzindo e vendendo jogos.
A união de empresas do setor vem acontecendo em ritmo mais acelerado nos últimos anos e muitos acreditam que fusões ainda maiores podem ocorrer em breve. Com a crise mundial na economia ficando cada vez mais latente, esse talvez seja o melhor - e único - caminho para muitas empresas do setor.
MIDWAY - Só pra lembrar, a Midway continua tendo muitas dívidas mas não parece muito preocupada. Ao menos é a impressão que dá. A empresa ganhou um prazo maior para se reestruturar; porém, mesmo assim ainda vive uma situação delicada.

E é no meio disso tudo que Ed Boon, criador da série Mortal Kombat, anunciou que a produtora vem trabalhando firme na próxima edição do jogo. Tudo bem, MK vs. DC vendeu quase 2 milhões de cópias no mundo e isso deve ter dado um ótimo suspiro para a Midway. Mesmo assim, não acho que é hora para anúncio de projetos.
Claro que pode ser mais uma forma de mostrar para o mercado que ‘estamos bem, trabalhando e pensando no futuro’. Até aí, tem que ver quem engole a história.
Fonte: Gamasutra & EDGE
Games: Uma overdose desnecessária
Que final de ano, hein! Em 2007 tivemos um Natal recheado, mas em 2008 as produtoras demonstraram seu interesse em lançar grandes títulos próximos da época do Natal. Por um lado faz sentido, já que é o período de maior venda de produtos em geral (não só games). Mas por outro, essa atitude vem se provando cada vez mais arriscada e desnecessária.
A quantidade de jogos em Outubro/Novembro/Dezembro de 2008 foi absurda. Pior (ou melhor) ainda, a qualidade média foi muito alta e espalhada por vários consoles. O Wii talvez tenha sido o menos privilegiado, mas mesmo assim ganhou um novo acessório para chat por voz, o WiiSpeak.
Já PS3, X360 e PC batalharam fervorosamente pelos minutos de atenção do jogador, com jogos como Prince of Persia, Dead Space, Mirror’s Edge, Left 4 Dead, Little Big Planet, Gears of War 2, Call of Duty 5, Rock Band e Guitar Hero novos, Fable 2, Fallout 3, Shaun White, Expansão de Warcraft, FarCry 2, GTA IV…deu pra perceber a confusão, certo?
Mas além dessa enxurrada, é preciso lembrar que o ano todo teve bons lançamentos e muitos jogos que focam no modo online. Ou seja, tem gente que ainda está se divertindo com games de 6 meses atrás ou mais (como eu em Mario Kart Wii). Sobra tempo - e dinheiro - para acompanhar o ritmo da indústria?
A EA teve queda em suas ações devido a vendas abaixo do previsto no final de 2008. Antes de culpar os games ou estúdios que os produziram, mais fácil culpar a própria EA por exagerar nos lançamentos. Dead Space e Mirror’s Edge são novas franquias; elas precisam de espaço para respirar, para serem digeridas com mais calma pelo público.
Com tantos jogos de grosso calibre no final de ano é claro que idéias ainda desconhecidas são as primeiras a sofrerem com a falta de tempo e atenção do consumidor. Isso é ruim para ambos os lados do mercado. As produtoras perdem dinheiro e acabam cancelando projetos que poderiam ter um futuro melhor. Já os jogadores não tem a chance de experimentar coisas novas simplesmente porque não dá tempo.
Em um mercado tão dinâmico como o dos games são poucos os títulos que continuam fortes e em evidência com o passar do tempo. Se o sucesso não é alcançado nas semanas após o lançamento é provável que o jogo caia no esquecimento total. Isso, aliás, é outro erro das produtoras. Elas não deviam concentrar todo o marketing na estréia; é bom guardar um pouco para gastar 6 meses depois, com uma redução de preço, novos mapas para download, etc.
Porém, assim como esse sintoma do excesso já está evidente nas vendas, os sinais de mudança começam a aparecer. Temos grandes jogos anunciados para o meio de 2009, como KillZone 2 em Fevereiro ou Resident Evil 5 em Março e a própria Nintendo lançou Smash Brawl e Mario Kart longe da época do Natal. É preciso espaçar os lançamentos para que o ano inteiro seja bem recheado e o jogador sempre tenha uma boa razão para ir às compras.
A concorrência em períodos de festa sempre acontecerá e não tem como a EA convencer a Ubisoft a mudar sua data de lançamento. Mas reservar mais espaços no calendário com certeza trará mais sucesso, principalmete às novas franquias, tão importantes em um mercado lotado de sequências e remakes.
Mais ainda, os videogames estão provando cada vez mais sua força dentro do estilo de vida moderno. Não são mais produtos de luxo, itens de segunda importância ou apenas ‘presentes’ de Natal. Games podem, e devem, ser vendidos o ano inteiro.
Eidos pode ser próximo alvo de EA/Ubi
Quem diria que a SCi Entertainment (empresa dona da Eidos), com uma franquia tão poderosa como Tomb Raider, estaria em problemas financeiros sérios o suficiente para ameaçar o futuro da empresa. As ações caíram 92% em 1 ano e, obviamente, não irão subir de uma hora para outra.
Isso é muito grave pois indica falta de capitalização para produção de novos jogos. Aliás, Tomb Raider Underworld é a aposta da Eidos para, quem sabe, sobreviver um pouco mais e, mesmo em caso de uma fusão, conseguir evitar que a marca seja dissolvida por completo.
Isso chamou muito minha atenção e agora entendo porque a Eidos, mesmo já tendo um histórico de falta de ética com publicações de game, repetiu o erro de Kane & Lynch e impediu que os sites e revistas publicassem notas abaixo de 8.0 para o novo game de Lara Croft (quer dizer, publicar antes do lançamento, claro).
Não é apenas uma atitude para tentar incentivar mais as vendas no final de semana de estréia. Por já terem feito isso, achei uma falta de sensibilidade e até de medo do que o público poderia pensar. Oras, pelo visto eles querem ‘que se dane’ a opinião dos outros agora.
Eles precisam mais do que nunca de boas vendas de Tomb Raider, que saiu para tudo que é plataforma - em alguns casos até quebrado. Mas as informações dão conta de que conversas iniciais teriam sido feitas entre diretoria da SCi com membros da empresa e também da EA e Ubisoft (2º e 3º maiores publishers do mundo, só perdendo para o monstro Acti-Blizzard).
Com o tamanho da Ubisoft e da EA, fica difícil imaginar que a Eidos, hoje valendo cerca de US$50 milhões, sobreviverá por muito tempo. E a concentração das produtoras em gigantes conglomerados continua; entretanto, os amantes de games originais e inovadores podem sempre contar com a excelente cena independente, que nos traz World of Goo, AudioSurf, Portal, LostWinds, entre outros.
Claro que esses games acabam na mão de uma produtora média ou grande, mas eles nascem no melhor berçário para idéias. Coisa que a Eidos parece ter fechado há muito tempo, aliás. Se colocarem 3 Tomb Raiders na minha frente eu não consigo ver diferença alguma (texturas e polígonos não contam).
Fonte: GamePolitics














