Criterion sabe como tratar bem os jogadores (Burnout PC)
A Criterion Games anunciou que a esperada versão para PC de Burnout Paradise chegará às mãos dos jogadores em forma de um demo. Porém, o demo é especial: ele vem com TODO o conteúdo do game à disposição do jogador, inclusive o modo online.
A idéia não é nova - recentemente Sacred 2 fez a mesma coisa - e o objetivo é simples: conquistar jogadores que possam ter dúvidas sobre a qualidade de Burnout ou garantir que o jogo irá rodar bem em suas máquinas. Além de distribuição online pelo site da Criterion e da EA, milhões de discos serão feitos. O demo funcionará por um período determinado e, ao fim do mesmo, bastará adquirir uma chave de licença (online mesmo) para continuar jogando.
Essa é uma prática das mais maduras e adequadas com a atual realidade do mercado de games. Claro que a pirataria sempre será um problema mas atitudes assim colocam a produtora do jogo mais próxima de seus clientes. O fato de poder testar um jogo por completo é ótimo. Mesmo sabendo que ele pode ser bom há a dúvida sobre requisitos do sistema. A certeza de que poderemos rodar um game no PC sem preocupações com a performance serve, pelo menos para mim, como um ponto a favor da compra.
Mais ainda, tendo o modo online liberado a Criterion irá ‘prender’ muita gente por aí. Afinal, muitos vão mergulhar de cabeça em disputas online, começarão a obter vantagens e pontuações que só valerão alguma coisa caso comprem o jogo por completo. Claro que existem sempre os servidores piratas, mas eles são ‘terra de ninguém’, não oferecem qualquer tipo de suporte e segurança e servem, basicamente, para sustentar a comunidade sanguessuga.
Experimentar um jogo não é garantia de compra. Mas dificultar o acesso ao mesmo e criar regras duras de proteção de conteúdo pode ter um efeito muito pior. Além da pirataria parecer maior nesses casos por mera ‘vingança’ da comunidade, há também a questão de que os jogadores ficam com receio de gastar um bom dinheiro em um produto que não podem testar - no máximo podem assistir a um vídeo.
Nem todo tipo de jogo cabe dentro dessa estratégia. Burnout é um game de corrida e a perfeição só vem com o tempo. Durante o demo você pode ficar bom, mas só comprando tudo é que conseguirá tornar-se um expert no assunto.
Um RPG ou Adventure podem não ficar legais com um demo completo, já que a história ficaria dependente do tempo disponível ao jogador. Algumas produtoras lançam pedaços controlados da trama de forma que o jogador experimente até um momento-chave no enredo. Com sorte, isso o incentiva muito a seguir com a compra para descobrir o que vem depois.

Seja como for, ao mesmo tempo que vemos jogos serem criticados por seus problemas de DRM, é ótimo ver empresas seguindo em outra direção. Sei que é impossível confiar na honestidade das pessoas; mas o melhor caminho é tentar mostrar a elas que você fará de tudo para ajudá-las a tomar uma decisão de compra mais acertada.
Ah, vale lembrar que Burnout Paradise: The Ultimate Box no PC chegará, com tudo que já foi lançado para download nos consoles, em Fevereiro de 2009
Fonte: Kotaku & Site Oficial de Burnout
- Um comentário
- pellican | 8 de dezembro de 2008 | 17:10 | Artigo | Notícias | Publishers []
“Sony, abra as portas do Brasil para os games!”
A SCEA - braço da empresa responsável pelo continente americano - confirmou que seus planos de expandir a marca Playstation na região latina continuam firmes e fortes. Diversos sites divulgaram a notícias, especialmente os brasileiros, dada a importância do PS2 em nosso país e também o recente anúncio do Zeebo, da TecToy.
Em um primeiro momento é possível achar a estratégia da Sony um pouco estranha. Afinal, se o PS3 é seu produto mais moderno e tema de boa parte de sua publicidade (não só em games, mas também em relação ao formato BluRay) porque eles iriam criar um plano de Marketing voltado ao PS2 na América Latina?
Infelizmente os imposos e condições políticas de muitos países da região impedem o fácil acesso de empresas de games. Na verdade, países menores até possuem mais facilidade, mas lhes falta o mais essencial: o mercado consumidor potencial. E isso tem de sobra no Brasil.
Claro que todo mundo conhece ao menos um amigo que possua um PS2, mas muitos também vão à casa desse mesmo amigo para jogar. Não seria legal ter um console tão famoso por um preço acessível, garantia e jogos baratos?
Estou partindo da premissa de que a Sony fará o trabalho certo e esse caminho é montar os PS2 na fábrica de Manaus, já com isenções bem acima de um importador normal de consoles, e ‘bater’ os DVDs de jogos aqui mesmo. Só assim ela poderia competir com o gigantesco e quase oficial mercado pirata.
Mas vamos supor que ela faça tudo isso direito e o PS2 torne-se uma TV da Samsung, um telefone sem fio da Motorola, um produto que encontra-se em cada loja e por preço extremamente competitivo - oras, ninguém melhor do que a Sony para explorar esses benefícios do relacionamento com os varejistas.
Algo assim certamente aceleraria os planos das outras companhias e as faria pensar com mais carinho em relação ao Brasil. A Microsoft lançou o Xbox360 de forma vergonhosa por aqui. Não só ficamos sem os 3 anos de garantia dados nos EUA (essa garantia se aplica ao Brasil, desculpem a falha), mas também não temos suporte algum à rede LIVE. Estar aqui de mentira não vale, tem que dar o suporte necessário à enorme base de pessoas que já aderiram a seu console, Microsoft.
Uma chegada decisiva da Sony pode incentivar a MS a melhorar seu atendimento ao público brasileiro. Entretanto, a galinha dos ovos de ouro é o Wii e a Nintendo, pelo menos em entrevistas, reconhece a importância de um mercado em expansão como o do Brasil. Com um custo já baixo de produção, o Wii é outro console que acharia um bom público por aqui. Mas, de novo, apenas se fizeram o trabalho direito para garantir preços competitivos.
O Brasil passou por momentos bons e ruins no mercado dos games, sendo que o ‘auge’ por assim dizer foi a década de 90, com TecToy do lado da SEGA e a Gradiente com a Nintendo. Hoje isso não existe mais e nem seria necessário. A globalização tornou tudo mais próximo e a melhor chance de uma empresa do ramo é vir diretamente para cá. Tenho certeza de que hoje há muito, mas muito mais jogadores ou pessoas ligadas em games do que nos anos 90.
Crises econômicas como a que vivemos no momento podem até atrasar as coisas. Entretanto, eu ainda acredito que a explosão dos games no Brasil é uma questão de tempo. E cada vez menos tempo. Queremos jogar; queremos (nem todos é claro) pagar um preço justo por games originais; mais do que isso, quem gosta mesmo de games sabe que já está mais do que na hora de acabar com essa imagem de que é ‘brinquedo de criança ou coisa de nerd’. Porque essa brincadeira toda move mais de US$ 20 bilhões por ano.






