X360, DS e Wii na boa - mas PS3 continua sob suspeita
O gráfico acima compara as vendas de plataformas no primeiro semestre deste ano com as do primeiro semestre de 2008. E alguns números chamam bem a atenção.
Primeiro temos o DS, incrivelmente em um ritmo ainda mais forte do que no ano passado. Claro, o lançamento do DSi e a chegada de cada vez mais títulos certamente impulsionam a demana pelo modelo antigo. Mesmo assim, as enormes vendas nos últimos anos sugeririam que o ritmo nas vendas deveria diminuir. Mais uma prova de que a Nintendo acertou em cheio ao buscar o mercado expandido em vez de brigar pelas migalhas dos hardcore.
O Wii teve um declínio mais acentuado e de certa forma esperado. O console bateu todos os recordes de vendas em menor tempo e, o mais importante, teve fortíssimos lançamentos na primeira metade de 2008 - Mario Kart Wii, Smash Bros. Brawl e WiiFit, títulos que moveram montanhas de pessoas às lojas e o fazem até hoje.
Quem destaca-se positivamente é o Xbox 360. A redução de preço no final de 2008 está provando-se acertada. Mas na relação com o PS3 é que vemos a força da Microsoft e a grande ameaça que a Sony tem pela frente.
Mesmo com alguns lançamentos exclusivos no primeiro semestre de 2009 - sendo Halo Wars o grande título - o Xbox 360 superou o PS3 em todos os lançamentos multiplataforma. Prototype, Street Fighter 4, Resident Evil 5… enfim, todos os games para ambos os consoles encontram demanda no console das luzes vermelhas. Enquanto isso, a Sony parece depender mais do que nunca de suas franquias exclusivas, fato evidenciado com a enorme dedicação na E3 a games como Uncharted 2, God of War III e Grand Turismo 5.
Será que ainda dá para a Sony se recuperar? Uma queda no preço do PS3 certamente ajudará, assim como a chegada de grandes títulos exclusivos como os citados. Mas cada vez mais a Microsoft se estabelece como a opção ideal para o jogador mais tradicional - e até para aquele que não é tão dedicado mas quer um console mais avançado.
Live, achievements, filmes sob-demana, avatares e recentemente o anúncio da venda de jogos completos pela Live são só alguns dos motivos que levam os consumidores para o lado verde da moeda. Sem contar que o Xbox 360 é bem mais barato do que o PS3 e, como vemos, entrega muito mais ao consumidor.
Fonte: Gamasutra
- 2 comentários
- pellican | 23 de julho de 2009 | 16:37 | Artigo | Mercado | Negócios []
Livro de arte de Street Fighter é de babar
A Capcom lançará em Outubro o livro SF20: The Art of Street Fighter. Ele terá mais de 1500 ilustrações que compreendem todo o universo nos 22 anos da franquia, desde o jogo original até Tatsunoko vs. Capcom.
Mas não são apenas imagens de personagens. Há também artes originais, cenários, conceitos não usados e comentários dos artistas a respeito de suas preferências e visões sobre a série.
Com preço sugerido de US$39,99 (e desconto para US$26,29 na Amazon), esse é um item que vale totalmente a pena adquirir. Na verdade, só a imagem de Mai e Chun-Li já valeria o custo - mas não vamos nos ater apenas a frivolidades mundanas, certo?
Vídeo - Modern Warfare 2 DE VERDADE!
CoD Modern Warfare 2 chega dia 11 de Novembro às lojas. Porém, os mais malucos vão adorar essa versão super especial do game. Ela vem com o jogo, caixa de metal, lindo livro de artes e personagens, código para baixar Call of Duty original (com suporte a multiplayer online)… e um óculos de visão noturna que FUNCIONA!
O preço da versão Prestige está estabelecido em US$150 e haverá quantidades limitadas. Confiram o vídeo oficial abaixo:
Xbox 360 e a Live - Oportunidade perdida?
A Microsoft irá fazer novamente esse ano o ‘Summer of Arcade’, que nada mais é do que agrupar os grandes lançamentos da Live em semanas consecutivas. Games como Shadow Complex, TMNT Turtles in Time e Marvel vs. Capcom 2 virão nesse pacote, que deve se extender até Agosto.
Desde o lançamento do Xbox 360 sempre achei muito interessante a ideia da Live, proporcionando não só clássicos do passado mas principalmente opções menores e mais acessíveis de jogos - tanto que Geometry Wars ainda é um dos mais aclamados títulos do console e estreou com o serviço Live.
Entretanto, não acho que só isso seja motivo para se ter um Xbox. Afinal, o console não é barato e a Microsoft teima em cobrar assinatura anual para termos acesso a todos os conteúdos disponíveis (especialmente partidas online). Em outras palavras, para compensar o custo é preciso usar o Xbox para mais do que apenas jogos via download.
Mas e o PC? E a plataforma Windows que a Microsoft tanto defende? E o conceito de portal de serviços que ela vem tentando implementar sem sucesso algum com Live, Games For Windows, Windows Live, Bing, MSN, etc? Será que a Xbox Live não seria a resposta para tudo isso?
É claro que a empresa quer manter exclusividades na Live para incentivar as vendas de Xbox. Mas olhando o que acontece com o Steam, seria muito mais inteligente a Microsoft abrir o catálogo de games do Xbox para serem comprados via PC. Melhor ainda, poderiam criar uma aplicação inteira que proveria os jogos, trailers, promoção gratuita de produtos da empresa e toda a interação que a Live no Xbox dá.
O argumento de que isso entraria em conflito com o console e de que consumidores poderiam ser perdidos é dos mais arcaicos possíveis. No mercado atual, facilidade no acesso é muito mais importante do que a plataforma ou site que fornece o conteúdo. O iTunes não é um sucesso porque é da Apple mas sim porque é fácil e simples de usar.
Expandir o conteúdo da Live para os PCs poderia trazer novos consumidores, como eu, donos de Wii ou PS3 que não querem comprar um Xbox 360 - mas querem jogar Prince of Persia Remake, Shadow Complex ou Geometry Wars 2. Eu pagaria sem problemas por esses jogos. Mais ainda, mesmo não vendendo mais consoles a Microsoft poderia vender os controles, totalmente compatíveis com o PC e, principalmente, com os jogos.
Na verdade eu imagino (espero) que alguém lá dentro já tenha pensado nisso e seja apenas uma questão de tempo. Afinal, isso não é do dia pra noite e a questão do custo da Live no Xbox não combina com o conceito de acesso gratuito do PC (Steam). Mesmo assim, acho que a Microsoft está perdendo muito dinheiro com essa exclusividade cega.
Essa é a chance de começar a construir a plataforma do futuro, na qual os serviços online superam vendas de hardware específico.
A Sony só pode lançar games na PSN; a Nintendo, só no WiiWare; mas a MS tem milhões de PCs com seu sistema operacional e que são consumidores em potencial. Quando eles irão acordar?
Sony e seus PSPs, PS3s, Slims, Cells…(WTF?!)
No começo do ano achavam que o preço do PS3 cairia na GDC. Depois, pensava-se que seria durante a E3. Agora já apostam na TGS (em Tóquio) ou, quem sabe, em um anúncio solto em algum ponto no futuro próximo.
O PS3 está caro faz tempo e isso não é novidade. O que impressiona mesmo é a Sony continuar batendo o pé nesse quesito. Claro, a empresa tem planos que não sabemos e estratégias de marketing que possam ter fundamento além do que vemos no mercado.
Porém, é triste ver uma marca tão forte sangrar lentamente em tão pouco tempo. O Playstation era símbolo de console, de plataforma para todo tipo de jogo. O PS3 veio com uma potência e promessa enormes e eu também achava que o público embarcaria de novo na onda high-tech da Sony.
Mas isso não aconteceu. Na verdade, ocorreu o inverso. A Sony dependeu (e ainda depende) muito de sua base de fãs leais, da mesma forma que a Nintendo com o GameCube. Mas só por causa do preço? Basicamente, sim.
A chegada do X360 um ano antes foi fundamental para a Microsoft ganhar espaço na nova geração de máquinas. Quando veio o PS3 e seu preço absurdo, os mais dedicados já tinham um X360 - e os que estavam em cima do muro decidiram esperar mais.
Enquanto o PS3 começava sua vida com jogos médios, o X360 estava voava com games incríveis e o Wii já mostrava que veio para abalar as estruturas.
Claro que esse cenário não é culpa da Sony pois ela não controla a concorrência nem o mercado. Mas a falta de atitude e ações sem sentido é que fizeram muito mal.
Não aguento mais ouvir falar que o PS3 ‘agora vai’. Que os games de peso estão chegando e que o preço cairá para todos quererem um PS3. Mas já passou MGS4, já passou Killzone 2 (que era O jogo do console), já passou o primeiro Uncharted… será que ainda tem muita gente esperando God of War III além dos fãs da série?
Minha impressão é que a Sony não tem pontencial no momento para roubar consumidores e conquistar novos jogadores. E então chega o PS3 Slim e toda a boataria em torno dele.
A última notícia praticamente confirma que 3 fábricas em Taiwan estão produzindo o console, a ser anunciado no segundo semestre. Comprovando essa tese, o PS3 está sendo vendido com MGS4 e Killzone2 em um bundle especial nos EUA - limpar estoques para o novo modelo?
Seja como for, me parece um pouco tarde demais. A única forma de isso dar certo é o suposto PS3 Slim custar menos do que o atual. Bem menos. Mas vendo o que a empresa quer fazer com o PSP Go, cobrando 250 dólares por um aparelho que já sai ultrapassado, não sei não.
Será que em alguns anos a situação muda? Sim, provavelmente. O Slim poderia atrair mais pessoas e o controle por movimento prometido para 2010 é outro elemento importante. Mas já é certo que nessa geração a Sony perdeu muito a linha do tempo e o foco de produtos.
Prova disso? Já começam a surgir rumores sobre o hardware do PSP2…
Cliff B: “Essa geração é boa para rochas e metais.”
Essa é boa. Cliff B., produtor e queridinho dos games de ação e destruição sem sentido, saiu em defesa do estilo visual que vemos nessa geração atual de consoles (e PC também, porque não). Não sei se já notaram, mas é clara a escolha por gráficos cinza/marrons, personagens truculentos de cabelo raspado e muitas, muitas rochas e peças de metais - incluindo armaduras.
Cliff diz que a tecnologia nessa geração é muito boa para renderizar esses tipos de materiais, aproveitando bem o efeito da luz sobre eles. Além disso, cabelo é algo ainda difícil de se fazer e, por isso, nossos ‘heróis’ são todos aspirantes do exército.
Não é preciso ser gênio para observar uma clara parcialidade nesse discurso. Cliff trabalha na Epic, produtora da Unreal Engine, motor gráfico mais usado atualmente na produção de títulos. E curiosamente, são esses os games que mais trazem esse visual característico.
Me desculpe Cliff, mas falta de imaginação acaba de ganhar uma explicação tecnológica. Se vocês não conseguem imaginar algo diferente temos um grande problema no lado artístico; se não conseguem criar uma engine para renderizar outras coisas além de rochas e metais então temos um problemão de engenharia.
Por que Wind Waker, o novo Prince of Persia, Viva Piñata, Okami e Team Fortress 2 são alguns bons exemplos de estilo diferente? Será mesmo que Killzone 2 é igual a Gears of War, parece com Fallout 3 e lembra Resistance por limitação técnica? Ou porque ‘é disso que o povo gosta’?













