Games: Uma overdose desnecessária
Que final de ano, hein! Em 2007 tivemos um Natal recheado, mas em 2008 as produtoras demonstraram seu interesse em lançar grandes títulos próximos da época do Natal. Por um lado faz sentido, já que é o período de maior venda de produtos em geral (não só games). Mas por outro, essa atitude vem se provando cada vez mais arriscada e desnecessária.
A quantidade de jogos em Outubro/Novembro/Dezembro de 2008 foi absurda. Pior (ou melhor) ainda, a qualidade média foi muito alta e espalhada por vários consoles. O Wii talvez tenha sido o menos privilegiado, mas mesmo assim ganhou um novo acessório para chat por voz, o WiiSpeak.
Já PS3, X360 e PC batalharam fervorosamente pelos minutos de atenção do jogador, com jogos como Prince of Persia, Dead Space, Mirror’s Edge, Left 4 Dead, Little Big Planet, Gears of War 2, Call of Duty 5, Rock Band e Guitar Hero novos, Fable 2, Fallout 3, Shaun White, Expansão de Warcraft, FarCry 2, GTA IV…deu pra perceber a confusão, certo?
Mas além dessa enxurrada, é preciso lembrar que o ano todo teve bons lançamentos e muitos jogos que focam no modo online. Ou seja, tem gente que ainda está se divertindo com games de 6 meses atrás ou mais (como eu em Mario Kart Wii). Sobra tempo - e dinheiro - para acompanhar o ritmo da indústria?
A EA teve queda em suas ações devido a vendas abaixo do previsto no final de 2008. Antes de culpar os games ou estúdios que os produziram, mais fácil culpar a própria EA por exagerar nos lançamentos. Dead Space e Mirror’s Edge são novas franquias; elas precisam de espaço para respirar, para serem digeridas com mais calma pelo público.
Com tantos jogos de grosso calibre no final de ano é claro que idéias ainda desconhecidas são as primeiras a sofrerem com a falta de tempo e atenção do consumidor. Isso é ruim para ambos os lados do mercado. As produtoras perdem dinheiro e acabam cancelando projetos que poderiam ter um futuro melhor. Já os jogadores não tem a chance de experimentar coisas novas simplesmente porque não dá tempo.
Em um mercado tão dinâmico como o dos games são poucos os títulos que continuam fortes e em evidência com o passar do tempo. Se o sucesso não é alcançado nas semanas após o lançamento é provável que o jogo caia no esquecimento total. Isso, aliás, é outro erro das produtoras. Elas não deviam concentrar todo o marketing na estréia; é bom guardar um pouco para gastar 6 meses depois, com uma redução de preço, novos mapas para download, etc.
Porém, assim como esse sintoma do excesso já está evidente nas vendas, os sinais de mudança começam a aparecer. Temos grandes jogos anunciados para o meio de 2009, como KillZone 2 em Fevereiro ou Resident Evil 5 em Março e a própria Nintendo lançou Smash Brawl e Mario Kart longe da época do Natal. É preciso espaçar os lançamentos para que o ano inteiro seja bem recheado e o jogador sempre tenha uma boa razão para ir às compras.
A concorrência em períodos de festa sempre acontecerá e não tem como a EA convencer a Ubisoft a mudar sua data de lançamento. Mas reservar mais espaços no calendário com certeza trará mais sucesso, principalmete às novas franquias, tão importantes em um mercado lotado de sequências e remakes.
Mais ainda, os videogames estão provando cada vez mais sua força dentro do estilo de vida moderno. Não são mais produtos de luxo, itens de segunda importância ou apenas ‘presentes’ de Natal. Games podem, e devem, ser vendidos o ano inteiro.
- pellican | 3 de janeiro de 2009 | 20:07 | Artigo | Mercado | Publishers []
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Artigo - Games: Uma overdose desnecessária - Blog WiiClube disse:
3 de janeiro de 2009 às 20:09[...] Continue lendo o artigo seguindo este link. [...]
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WiiClube alerta - De olho na concorrência! - Blog WiiClube disse:
29 de maio de 2009 às 15:36[...] algumas produtoras reclamaram disso pois disseram que a concorrência atrapalha a venda de jogos. Claro, oras! O jogador, por mais fã que seja, não tem tanto dinheiro e tempo para gastar em poucos meses. E [...]
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EA – “Acho que lançamos franquias demais em 2008″ - Blog WiiClube disse:
30 de junho de 2009 às 11:43[...] quero dizer “eu avisei” mas… ficou mais do que claro já naquela época que todas as produtoras exageraram demais nos [...]





