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Final Fantasy XIII, enfim, reaparece em vídeo

Não sou o maior fã de Final Fantasy. Aliás, conheço muito pouco da mitologia e da série porque não sou um jogadores de RPGs. Mesmo assim, admiro muito a qualidade de todos os jogos e sempre fico curioso em ver o que a Square-Enix está preparando para o futuro.

Finalmente foi liberado um novo vídeo de Final Fantasy XIII e acho que ele tem tudo que os maiores adoradores poderia querer. Não só somos apresentados a muitas cenas que servem para ambientar a história mas também temos a chance de ver de uma vez por todas o game em ação.

Como disse, eu não acompanho a série e posso estar falando bobagem. Mas o sistema de batalhas mostrado no vídeo me chamou muito a atenção. Me parece uma mistura de tempo real com turnos, mas sem que a briga pare por um só momento. 

Você vai selecionando movimentos, golpes e magias ao mesmo tempo que controla o movimento de seu herói. Ele então vai intercalando seus comandos de forma transparente e, obviamente, deve ser possível criar inúmeras combinações para ver qual tem melhor efeito.

Além disso, as animações continuam lindas e a transição entre elas para o gameplay é ótima também. Para um não-fã de RPG, eu diria que gostei do que vi. E vocês?

4 comentários
pellican | 28 de janeiro de 2009 | 15:31 | Vídeos []

Atualizando situações de produtoras - a união faz a força

A Tecmo finalmente terminou as negociações com a produtora de games Koei. Ambas são japonesas e vinham discutindo os termos para uma fusão das companhias. Com performance abaixo do esperado nos últimos anos, a Tecmo vinha sendo disputada nos bastidores, inclusive pela poderosa Square-Enix.

Porém, a Koei foi a opção escolhida pela Tecmo e a nova empresa, chamada Tecmo Koei Holdings, será formada oficialmente em Abril. A Tecmo é conhecida pela série Ninja Gaiden e Dead or Alive. Já a Koei tem, entre outras séries, Dynasty Warriors.

O acordo demorou para sair já que alguns dos acionistas da Tecmo ainda não tinha aprovado a fusão. Porém, eles finalmente cederam e pelo menos receberam dividendos ao fim das trocas de ações, em um negócio que envolve cerca de US$200 milhões.

O interessante nessa notícia é ver como mesmo havendo diferenças explícitas na cultura de games entre EUA e Japão, no mundo dos negócios as coisas são mais parecidas. O mercado de jogos está sempre crescedo e é preciso muito capital para manter-se na ativa, produzindo e vendendo jogos.

A união de empresas do setor vem acontecendo em ritmo mais acelerado nos últimos anos e muitos acreditam que fusões ainda maiores podem ocorrer em breve. Com a crise mundial na economia ficando cada vez mais latente, esse talvez seja o melhor - e único - caminho para muitas empresas do setor.

MIDWAY - Só pra lembrar, a Midway continua tendo muitas dívidas mas não parece muito preocupada. Ao menos é a impressão que dá. A empresa ganhou um prazo maior para se reestruturar; porém, mesmo assim ainda vive uma situação delicada.

E é no meio disso tudo que Ed Boon, criador da série Mortal Kombat, anunciou que a produtora vem trabalhando firme na próxima edição do jogo. Tudo bem, MK vs. DC vendeu quase 2 milhões de cópias no mundo e isso deve ter dado um ótimo suspiro para a Midway. Mesmo assim, não acho que é hora para anúncio de projetos.

Claro que pode ser mais uma forma de mostrar para o mercado que ‘estamos bem, trabalhando e pensando no futuro’. Até aí, tem que ver quem engole a história.

Fonte: Gamasutra & EDGE

Um comentário
pellican | 27 de janeiro de 2009 | 12:08 | Mercado | Negócios | Notícias []

Games: Uma overdose desnecessária

Que final de ano, hein! Em 2007 tivemos um Natal recheado, mas em 2008 as produtoras demonstraram seu interesse em lançar grandes títulos próximos da época do Natal. Por um lado faz sentido, já que é o período de maior venda de produtos em geral (não só games). Mas por outro, essa atitude vem se provando cada vez mais arriscada e desnecessária.

A quantidade de jogos em Outubro/Novembro/Dezembro de 2008 foi absurda. Pior (ou melhor) ainda, a qualidade média foi muito alta e espalhada por vários consoles. O Wii talvez tenha sido o menos privilegiado, mas mesmo assim ganhou um novo acessório para chat por voz, o WiiSpeak.

Já PS3, X360 e PC batalharam fervorosamente pelos minutos de atenção do jogador, com jogos como Prince of Persia, Dead Space, Mirror’s Edge, Left 4 Dead, Little Big Planet, Gears of War 2, Call of Duty 5, Rock Band e Guitar Hero novos, Fable 2, Fallout 3, Shaun White, Expansão de Warcraft, FarCry 2, GTA IV…deu pra perceber a confusão, certo?

Mas além dessa enxurrada, é preciso lembrar que o ano todo teve bons lançamentos e muitos jogos que focam no modo online. Ou seja, tem gente que ainda está se divertindo com games de 6 meses atrás ou mais (como eu em Mario Kart Wii). Sobra tempo - e dinheiro - para acompanhar o ritmo da indústria?

A EA teve queda em suas ações devido a vendas abaixo do previsto no final de 2008. Antes de culpar os games ou estúdios que os produziram, mais fácil culpar a própria EA por exagerar nos lançamentos. Dead Space e Mirror’s Edge são novas franquias; elas precisam de espaço para respirar, para serem digeridas com mais calma pelo público.

Com tantos jogos de grosso calibre no final de ano é claro que idéias ainda desconhecidas são as primeiras a sofrerem com a falta de tempo e atenção do consumidor. Isso é ruim para ambos os lados do mercado. As produtoras perdem dinheiro e acabam cancelando projetos que poderiam ter um futuro melhor. Já os jogadores não tem a chance de experimentar coisas novas simplesmente porque não dá tempo.

Em um mercado tão dinâmico como o dos games são poucos os títulos que continuam fortes e em evidência com o passar do tempo. Se o sucesso não é alcançado nas semanas após o lançamento é provável que o jogo caia no esquecimento total. Isso, aliás, é outro erro das produtoras. Elas não deviam concentrar todo o marketing na estréia; é bom guardar um pouco para gastar 6 meses depois, com uma redução de preço, novos mapas para download, etc.

Porém, assim como esse sintoma do excesso já está evidente nas vendas, os sinais de mudança começam a aparecer. Temos grandes jogos anunciados para o meio de 2009, como KillZone 2 em Fevereiro ou Resident Evil 5 em Março e a própria Nintendo lançou Smash Brawl e Mario Kart longe da época do Natal. É preciso espaçar os lançamentos para que o ano inteiro seja bem recheado e o jogador sempre tenha uma boa razão para ir às compras.

A concorrência em períodos de festa sempre acontecerá e não tem como a EA convencer a Ubisoft a mudar sua data de lançamento. Mas reservar mais espaços no calendário com certeza trará mais sucesso, principalmete às novas franquias, tão importantes em um mercado lotado de sequências e remakes.

Mais ainda, os videogames estão provando cada vez mais sua força dentro do estilo de vida moderno. Não são mais produtos de luxo, itens de segunda importância ou apenas ‘presentes’ de Natal. Games podem, e devem, ser vendidos o ano inteiro.

3 comentários
pellican | 3 de janeiro de 2009 | 20:07 | Artigo | Mercado | Publishers []

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